sexta-feira, janeiro 13, 2006

Dei à costa
naufraga de amor
e o teu porto tinha-se afundado.
(fotografia de Darren Holmes)

Nadar

...neste mar de lençóis nado e não te encontro.


(Fotografias de Vladimir Clavijo)

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Voar num céu verde





(fotografias de António Delicado)

Fotografar é...



“A máquina fotográfica é para mim um caderno de esboços, o instrumento da intuição e da espontaneidade, o mestre do instante que, em termos visuais, simultaneamente questiona e decide.

Para “significar” o mundo, é necessário sentir-se implicado no que destacamos através do visor. Esta atitude exige concentração, sensibilidade, um sentido da geometria. É pela economia de meios e sobretudo pelo esquecimento de si próprio que se atinge a simplicidade de expressão.

Fotografar: é reter a respiração quando todas as nossas capacidades convergem para captar a realidade fugidia; é então que a captação de uma imagem é uma grande alegria física e intelectual.

Fotografar: é no mesmo instante e numa mesma fracção de segundo, reconhecer um facto e a organização rigorosa das formas visualmente apercebidas que exprimem e significam esse facto.

É por no mesmo ponto de mira, a cabeça, o olho e o coração. É uma maneira de viver!”

Henri Cartier-Bresson

Speak no Evil Wayne Shorter

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Festival de Jazz de Parris 1991

terça-feira, janeiro 03, 2006

Let' Make Jazz....


...como se faz amor.
Algarve. Algures num simpático club de jazz. No céu uma "Blue Moon" no tempo renovado de "Summertime"; lá dentro "Fascinating rhythm"!Ao meu lado,"The man I love" "Tenderly" dizia que o que sentia "Don't explain" e que no futuro "Come rain or come shine". Eu ouvindo a música "Cheek to cheek" contei-lhe de como "I've got you under my skin" e "I got lost in his arms". Por vezes vi "Smoke gets in your eyes". E "Every time we say goodbye, I die a little" e sinto-me "Misty" "Bewitched, bothered and bewilder". Realmente eu estou "Mad about the boy

Piano Competition 1989

SOLO JAZZ Club

SaxBlueJazz



O rumo dos nossos passos levava-nos de uma forma consciente até à Catedral.

Um emaranhado de ruas, de becos, de esquinas.
A romper o cinzento do dia, notas de música coloridas caminhavam na nossa direcção, ou seria o contrário.

À porta de uma casa um músico deliciava os que se deixavam deliciar.
A brilhar feito estrela o saxofone, gemia músicas cheias de nós. Sons, velados, íntimos, sensuais, de fraseados ágeis e de harpejos velozes.
“Um som redondo”, como quando me dizes “meu amor”. “Um som intenso”, quando te chamo “querido”. “Um som metálico” igual ao frio de quando nos separamos. Ou ainda “um som ressoante” dos nossos beijos feitos melodias, ou do roçar do meu vestido no teu fato, quando dançamos.

Cheia de ti a minha história a palmilhar dias, a calcorrear meses, a vaguear por entre anos passados, perdida de mim, ou a voar tempos futuros.

De momento voo baixinho ao som de Charlie Parker, com uma magnólia no cabelo à Billie Holiday.
Nesta fotografia vai o meu amor em forma de jazz, para ti “Bird” e por onde andarmos as Catedrais poderão ser caminho ou casa.

segunda-feira, janeiro 02, 2006


Se tudo fosse lágrima contida,
Se tudo fosse um roçar de beijo,
Se tudo fosse um gesto simples de afago,
Um tocar e um partir, seria mais fácil.
A nossa história tem a beleza dos barcos no horizonte
Linha ao longe do nosso olhar.
Tem risos, gargalhadas e mãos que se desanham uma na outra.
Ficaste aqui a ganhar casa no meu coração.
Gosto de te amar.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Banheira Barco


Olha tu no teu sotão a olhar para o céu e a pensar no mar.
É um mar de luz que te invade.
Pegas numa lanterna, que te guiará.
Levas um triciclo, não vás dar a terra.
Levas um sofá porque pode aparecer alguém para tomar um chá.
Levas uma guitarra para encantar sereias.
Levas sabonete para fazer bolinhas.
Levas uma bússola desnorteada, um mapa virado do avesso, e óculo sem lente.
Queria embarcar contigo lá para a lua nova, que está mais fresquinha.

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Veludo púrpura




Pétala a pétala fiz a nossa cama.
Veludo púrpura de perfume intenso.
Boca, mãos, vulva numa mistura de "fogo que arde"... e bem se sente.
Poderiam também ser lágrimas de sangue, porque por vezes quando chegam ao olhos vêm do coração.
Também podiam ser partes de uma ópera.